10 de ago de 2008

Horário de almoço

- por Karol Felicio

E vem assim sem nem licença pedir
Me olha assim
Como me fosse despir
As borboletas do estômago...
Chego a senti-las
Do estômago ao corpo inteiro
À flor da pele
E desconcerto
Mil mãos eu tenho e não sei onde enfia-las
E mil direções onde meu olhar não pára
Me dói o peito
De querer ficar mais
Mais um segundo
E já se vai
E esses minutos diários já não me bastam
E esses encontros casuais...vitais
Sem saber sua voz
- nem mesmo seu nome fala –
Mas a mão esquerda pesa
Não sei se por amor ou fardo
[E me dói mais]
Como posso senti-lo tanto
E não posso tocá-lo?

6 comentários:

Larissa Santiago disse...

sentir sem tocar, esi a questãoo!!
bju lindona, adoro aqui!

Juliana Caribé disse...

Ah, querida. Tem coisas que a pele não sente, mas que o corpo inteiro reverbera...

Beijoca.

Celine disse...

Muito Bom!!
Se não cabe mais, encontros rápidos, casuais e 'intocáveis'... que faz agora?
Beijos.

*Apostou certo, o buraco já não me incomoda mais.
=D
Beijos

Patarata disse...

Bom lugar para passear...
Amei esse novo lugar.

;)

Felipe Malta disse...

Se vitais são...
Gostei muito.

Gisele Rezende de disse...

Já que citou sobre as "borboletas", citarei aqui as "abelhas":
"Não é digno de saborear o mel aquele que se afasta da colméia por medo das picadas das abelhas". (Shakespeare)
Abraço!
Gisele (amiga do Leandro)