28 de mar de 2008

Ausente em mim

- por Karol Felicio

Sim. Andei meio ausente.

Mas não foi de você. Foi de mim.

Meio calada, para assentar o turbilhão de vozes que gritavam aqui.

Até perceber que essas vozes não se calam nunca, às vezes baixam o tom para que eu possa falar. Só então posso ouvi-las, mesmo que não as entenda.

Andei muito longe, muito fundo, dentro de mim.

Queria dar a luz às estrelas como Nietzsche, mas a lua me encantou e perdi o rumo no caminho.

Agora chora aqui dentro a voz da saudade e me espero presente em ti.

Se ainda estiver vago, volto a esquentar meu lugar com um abraço apertado, um sorriso estampado e mais algumas histórias para contar.

2 comentários:

Felipe Malta disse...

Nesses momentos que o melhor é ficar em casa, dentro nós.
Fecho a porta, boca.
Depois volto melhor, acredito que por ai também deve ser assim.
Momento necessário esse...

Felipe Malta disse...

Honrado!
O seu já tinha entrado lá também.